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21 de Janeiro de 2019
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    Mercado financeiro deixa de acreditar em novo corte de juros neste ano

    Expectativa anterior era de uma nova redução de 0,25 ponto em outubro. Agora, mercado financeiro já prevê juros estáveis até o fim deste ano.

    Os economistas do mercado financeiro deixaram de acreditar que ainda haverá um novo corte de juros neste ano, segundo o relatório de mercado, também conhecido como boletim Focus, que foi divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Banco Central. O documento é fruto de pesquisa da autoridade monetária com mais de 100 instituições financeiras do país.

    Na ata da última reunião do Copom, em agosto, o BC informou que um ajuste adicional nas condições monetárias (cortes de juros), se vier a acontecer, seria conduzido com máxima parcimônia Até o momento, o mercado financeiro vinha acreditando que o Banco Central promoveria uma nova redução na taxa básica de juros, atualmente em 7,5% ao ano (mínima histórica) no próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), previsto para outubro. Na semana passada, conforme divulgação feita nesta segunda-feira pelo BC, os analistas das instituições financeiras abandonaram esta convicção, e passaram a prever juros estáveis até o fim de 2012. Para o fim de 2013, por sua vez, a previsão dos bancos para a taxa básica de juros permaneceu em 8,25% ao ano - o que pressupõe aumento no decorrer do próximo ano.

    Na ata da última reunião do Copom, em agosto, o BC informou que um ajuste adicional nas condições monetárias (cortes de juros), se vier a acontecer, seria conduzido com máxima parcimônia. Com isso, indicou que o processo de redução dos juros básicos da economia, que vem sendo implementado desde agosto do ano passado (nove cortes consecutivos nos juros) poderia ser interrompido - ou que o próximo corte poderia ser de menor intensidade (0,25 ponto percentual).

    Inflação

    Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012, 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

    Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% neste ano, visto que, em 2011, a inflação ficou em 6,5% - no teto do sistema de metas.

    Segundo o BC, o mercado financeiro elevou, na semana passada, sua previsão de inflação para 2012. A expectativa subiu pela décima primeira vez consecutiva, passando de 5,26% para 5,35%, distanciando-se, assim, da meta central para este ano. Para 2013, a previsão dos analistas para o IPCA permaneceu estável em 5,50%.

    Crescimento do PIB

    A estimativa do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, por sua vez, permaneceu estável em 1,57% na última semana. Para 2013, a previsão dos analistas do mercado permaneceu em 4% de expansão.

    Se confirmado, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano será o pior desde 2009, quando o país sentia os efeitos da primeira etapa da crise financeira internacional. Naquela ocasião, o PIB registrou retração de 0,3%. No último dia 30, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre, acumulando alta de 0,6% até o meio do ano, na comparação com o mesmo período de 2011.

    Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

    Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 ficou estável em R$ 2 por dólar. Para o fechamento de 2013, a estimativa permaneceu inalterada também em R$ 2 por dólar.

    A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2012 permaneceu inalterada em US$ 18 bilhões na semana passada. Para 2013, a previsão do mercado para o saldo positivo da balança comercial brasileira subiu de US$ 14,40 bilhões para US$ 14,48 bilhões.

    Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil avançou de US$ 55 bilhões para US$ 56 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros subiu de US$ 58 bilhões para US$ 59 bilhões na última semana.

    Fonte: G1 Economia

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